Mais sobre respiração (durante uma tempo run com subida)

Depois da quebra na esteira da segunda passada, decidi mudar um pouco a rotina e correr na quarta (antecipando um dia do programado). Por um lado, não dá para negar que queria uma espécie de “redenção” por ter durado tão pouco tempo no calor – mas, por outro, queria continuar testando o ritmo de respiração do Budd Coates.

E o que melhor para isso do que traçar um perfil pelo Ibirapuera, permitindo uma tempo run sem interrupções de tráfego e semáforos, aliada a uma subida como a da Ministro?

3-2-3-2 e assim fui começando. Olhando no relógio, percebi que estava em um ritmo confortável, na casa dos 5:40. E aí me ocorreu o seguinte: e se, ao invés de eu adaptar a respiração às passadas, adaptar as passadas à respiração? No ritmo ímpar de Coates, ele sugere acelerar a respiração quando se estiver em subidas ou indo rápido demais, chegando a um padrão de 2-1-2-1 (inspirar por duas passadas, expirar por uma).

De repente, então, alternei, como uma espécie de de mudança de marcha. Em 2 minutos, olhei para o relógio e estava já na casa dos 4:40-4:55 min/km com uma sensação de esforço relativamente baixa. Permaneci assim por toda a volta ao Ibira e por parte da volta.

Quanto estava próximo da Ministro, diminui o ritmo para 3-2-3-2 e, claro, o pace acompanhou. Queria armazenar um pouco a energia para a subida intensa. Quando ela chegou, adotar o 2-1-2-1 foi natural. Essa subida ainda continua sendo um desafio e, no seu topo, permanece a sensação de exaustão completa. Mas o topo sempre chega e, daí, é uma questão de administrar o ritmo.

Ainda havia mais algumas subidas leves e descidas mais íngremes na volta para a casa e busquei ficar no 2-1-2-1 por algum tempo. Resultado final: pace de 5:38 min/km – algo positivo considerando que houve cerca de 3 ou 4 paradas em semáforos e uma para beber água, além da ladeirona. Percurso total de 12km em 1:07:30.

O que ficou dessa corrida foi uma conclusão importante: a de que o padrão de respiração pode funcionar como uma espécie de marcha de velocidade, ajudando bastante na percepção de pace e entrando em uma sincronia quase matemática com ele. Isso sem contar que passar a respirar com a barriga, e não com o tórax – algo muito mais eficiente mas que considerava quase impossível – veio de maneira totalmente natural.

Já em casa, escrevendo esse post, me sinto absolutamente bem: sem nenhum tipo de dor muscular e empolgado pelos resultados bem mais animadores do que os da segunda e, claro, por essa descoberta que certamente será útil tanto em Comrades quanto no meu próprio “caminho” como corredor.

Abaixo, o percurso do dia:

Percurso com tempo + subida

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