O longão de sábado é dos momentos mais sagrados para o cotidiano de um corredor.
É quando se pode correr mais livre, sem tanta pressão por tempo ou por agenda; é quando minutos viram horas e horas viram pensamentos voando pelos mais diversos cantos da mente. E o melhor: é o tipo de treinamento mais importante na preparação para maratonas e ultras, incluindo, obviamente, a Comrades.
Quando se tem a oportunidade de usar o longão para explorar novas rotas, fugindo do tradicional, tudo fica ainda melhor. Hoje foi um desses dias.
Voltei à minha cidade natal, Salvador, para visitar a família. Em um magnífico dia de sol, fui de taxi até o Farol de Itapuã, onde iniciei a corrida às 5:50 da manhã.
De lá, percorri toda a orla até a ponta da cidade, chegando ao Farol da Barra. E entre um ponto e outro, passei por 23km de praias lindas, muita gente correndo e pedalando, obras do lado direito, mar reluzente e azul do lado esquerdo.
Pescadores com suas redes, igrejas antigas, casarões abandonados ou recem reformados e muitas, muitas lembranças dos meus primeiros 18 anos vividos sob as bênçãos da Baía de Todos os Santos, de Xangô, Oxum, Yemanjá e do Senhor do Bonfim.
Correr em São Salvador – principalmente por um percurso tão incrível entre um farol e outro, foi uma experiência sensacional. Daquelas que dá vontade de fazer a volta e começar tudo de novo, só que em direção a Itapuã.
E daquelas também que faz o ponto de largada ficar marcado na mente como uma imagem quase divina:
Para não perder o hábito, segue abaixo o mapa do percurso – que recomendo a absolutamente todos: