Doer ou não doer: a volta ao longão em meio a um fim de ano tenso

Havia decidido diminuir o volume de treino essa semana principalmente por dois motivos: o cansaço no trabalho, que estava (e ainda está) minando energia e concentração neste final de ano, e a pancada que dei no joelho direito, deixando como resultante uma dor chata, bem localizada na parte superior da patela.

Mas hoje, sábado, era dia de longão – e longão é sagrado.

No caminho para a USP, a primeira sensação que tive foi de uma espécie de recomeço muscular. Estava fisicamente descansado a tal ponto que me senti até meio “cru” depois de três dias sem correr. Engraçado como o corpo reage rapidamente a qualquer estímulo (ou falta dele).

De toda forma, segui o meu caminho normal, um pouco ansioso por correr novamente no belo percurso da USP. Até o meio do caminho, nenhum problema. Estava novo, inteiro, começando a sentir a endorfina fluir enquanto as nuvens cediam espaço a um sol forte, típico do verão que está já dando as caras.

MAS…

Lá pelo km 14, uma súbita pontada no joelho resolveu aparecer. Estranha, mas também muito bem localizada. Cada vez que acelerava, ela parecia doer mais; quando diminuía, ela suavizava. Quando parava, nem que fosse por 5 segundos, ela sumia como se nunca tivesse existido.

Apalpando o joelho, nada de dor. Tudo normal.

Como não tinha dinheiro no bolso e estava a quase 10Km de casa, não me restava outra alternativa senão pegar o rumo de volta. Correndo.

Fui administrando essa volta, fazendo um ritmo mais lento e com uma ou outra parada para água. Nas paradas, a mesma coisa: dor absolutamente nula.

Uma hora depois, cheguei em casa. Fora a dor muscular normal de um longão, leve e até mesmo gostosa, nenhum resquício de problema. A sensação é de que o joelho estava com vontade própria e apenas não queria correr.

Conclusões a que cheguei:

  1. Na pior das hipóteses, tudo realmente deve estar melhorando. As pontadas não foram nada agradáveis, claro – mas o fato de serem pontadas localizadas e aparecendo apenas nos momentos de corrida mais intensa, e não o tempo todo, já são algum tipo de sinal positivo.
  2. O cansaço mental, o calor e a desidratação (havia muito pouca água no caminho) certamente contribuíram para uma corrida de qualidade média-baixa. Nunca se pode ignorar esses outros fatores.
  3. Amanhã farei um regenerativo de mais ou menos uma hora pelo Ibirapuera. Se tudo estiver normal, pretendo voltar à rotina de treinos e deixar o joelho voltar ao normal em seu próprio ritmo. Afinal, o fato de ser uma dor causada por uma pancada, e não pela corrida em si – e considerando ainda que o desconforto geral diminuiu ao longo da semana ao ponto da dor ser nula em descanso ou atividades leves – há de ser algo positivo.

Agora é torcer para que essas três conclusões realmente façam algum sentido, pois parar de correr é o pior pesadelo de todo mundo que ama suar nas ruas!

usp

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2 comentários sobre “Doer ou não doer: a volta ao longão em meio a um fim de ano tenso

  1. Olá Ricardo,

    Ainda bem que essas pequenas dores de vez em quando nos incomodam, do contrário, nosso corpo não aguentaria o esforço. É claro que no teu caso a dor tem uma origem diferente da corrida, mas pense assim: “ainda bem que a dor está me limitando”, do contrário eu poderia estar exigindo algo acima do meu limite. Outra dica que deixo sobre pequenas dores é a possibilidade da crioterapia imediata ao esforço físico. Sou fã incondicional do gelo. Doeu, tô colocando uma bolsa de gel, que não congela. No meu caso a bolsa de gel já fica no freezer pronto para eventual uso. Amanhã tenho meu longão de domingo (30 Km). Ultra abraço e bons treinos,

    Dionisio Silvestre
    http://correrpurapaixao.blogspot.com.br/

  2. Pingback: Relatório de treinamentos até 08/12: joelho melhorando, fadiga inexistente | Rumo a Comrades 2014

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