Correndo na Cidade do México

SENSACIONAL. Há poucas palavras que descrevem melhor a experiência de correr no belíssimo parque Chapultepec do que essa.

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Primeiro, porque ele é muitíssimamente bem cuidado, com esculturas maravilhosas em cada curva, lagos charmosos e – por incrível que pareça – um castelo gigante do século XVIII construído no topo de uma colina. Foi nesse castelo que o Imperador Maximiliano, que acabou fuzilado, morou; foi lá que batalhas se travaram, sangue foi derramado em nome da pátria e que presidentes moraram.

 

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E isso é apenas a parte moderna da história que se encontra por lá. Era nesse parque, por exemplo, que os Aztecas moravam antes de serem expulsos por uma tribo vizinha ao sacrificar a princesa deles; foi de lá que eles rumaram junto ao atual centro da Cidade do México, fundando a sua capital, Tenochtitlan, e possivelmente o mais incrível império pre-colombiano de todos os tempos. No percurso, é possível encontrar pérolas como os banhos de Montezuma e vestígios aztecas, que depois passaram a usar toda a região como um refúgio para os dias de calor.

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Ou seja: correr por lá é testemunhar, a cada passo, séculos de história, luta e sangue.

Saí bem cedo, pontualmente às 6 (hora em que o parque abre). Como estamos no inverno aqui no México, tudo estava bastante escuro (principalmente pela falta de iluminação no local). Sem problemas: corredores passavam com lanternas na cabeça e ajudavam a guiar o caminho da entrada até o topo do morro onde fica o Castelo (atual Museu de História Nacional). Fiz duas voltas nesse percurso, totalizando 17km.

Curiosamente, senti o ar pesado e o cansaço mais forte do que o normal. No começo, achei que era por conta do fuso horário e de ainda não ter me recuperado das 10 horas de vôo, mas depois me lembrei que a Cidade do México fica a uma altitude de 2,4 mil metros. Não é exatamente o Everest, mas o suficiente para dar aqueles efeitos de correr em altitude. Bom… pelo menos eu acho, pois foi a minha primeira corrida a essa altura!

Amanhã seguimos caminho para a Riviera Maia e as corridas tendem a ser mais quentes, ao nível do mar e com paisagens diferentes. A ansiedade, no entanto, permanece. Junto com a saudade dessa metrópole incrível, que lembra muita São Paulo pelo gigantismo mas tem essa pitada extra de história exótica e fascinante.

(Mas, como tenho que sair às 9 do hotel, talvez tente acordar mais cedo, burlar a planilha e voltar ao parque uma última vez).

 

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