Comida, comida, comida

Fome.

Logo que acordo, em dias de treino, ela não aparece exatamente com tanta força: já faz mais de um ano que me habituei a correr em jejum como forma de deixar o corpo mais eficiente. Verdade seja dita, realmente consigo passar longos períodos na rua sem sentir necessidade de combustível, chegando ao ponto em que tenho que me lembrar de consumir um gel para não pifar. E, antes que se questione, todos os meus exames estão em dias mostrando que nenhum dano ao organismo está sendo imposto por essa técnica.

Mas, a partir do instante em que piso de volta em casa e até o segundo em que as pálpebras fecham à noite, a fome impera. Qualquer coisa serve: de um bom jantar até um pacote de biscoito de maizena, passando por copos de Nescau, gelatina, chocolate, sorvete, polvilho, sanduiches de peito de peru ou qualquer alimento que apareça em minha frente.

Não lembro de outra época na vida em que a fome tenha sido tão presente no cotidiano – possivelmente porque é a primeira vez em que acumulo tantos quilômetros semanais rodados, resultado da fase de pico de treinamento para a Comrades.

Há quem esteja acostumado a rodar 100, 150 ou mais quilômetros na semana – mas esse não é o meu caso. Vim da casa dos 50 aos 60K, mais comum em treinos de maratona, e subi o patamar para mais de 50% nos últimos tempos. Oscilo entre 80 e 90 já como média habitual.

E, com a carga a mais, vem a necessidade de adaptação ao novo consumo calórico. Vem a fome, para a qual realmente não havia me preparado bem.

Curiosamente, mesmo comendo tanto ao longo dos dias, não registrei nenhum ganho de peso. Ao contrário, como pode ser visto no gráfico abaixo, estou inclusive estacionando próximo à minha meta de 69kg.

Mas me preocupa um pouco a qualidade do que estou comendo: há muita coisa pouco saudável que, embora esteja interferindo pouco no peso geral, pode atrapalhar a performance como um todo.

No entanto, ainda não sei como conciliar a grande fome com uma alimentação saudável – alface e acelga, afinal, não chegam exatamente a saciar nenhum apetite.

Mas chegarei lá: dizem que o primeiro passo de qualquer mudança é tomar consciência de que algo orecisa ser mudado.

No meu caso, será o segundo passo. O primeiro será o sanduiche que pretendo comer agora.

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2 comentários em “Comida, comida, comida

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  1. Interessante, sempre ouço falar que é muito importante comermos antes de fazermos exercício, principalmente quando se trata de corridas ou academias. Que o certo seria comermos carboidratos e, as batatas doces são uma dessas maravilhas que devemos ingerir antes de uma dessas atividades. Mas você me surpreendeu me dizendo o contrário, de que o corpo mais leve torna-se mais eficiente e o estômago o que acha? rs. http://mariamestrecuca.wordpress.com/ Abs, Maria Sônia.

    1. Oi Maria! Acho que carboidrato é importante sim, com certeza! Mas tudo em excesso acaba gerando o efeito contrário. Se, em uma véspera de corrida, você fizer o famoso carboloading e comer quilos de massa, acabará ficando mais pesada e, consequentemente, tendo mais dificuldade. Tudo tem que ter moderação – e quanto mais preparado, eficiente e leve o corpo, melhor ele performará. Pelo menos é o que penso 🙂

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