Convivendo bem com os dias ruins

Depois de uma semana, a rotina já está de volta à vida. Saí para a rua na terça e quarta, me sentindo perfeitamente bem em ambos os dias e ainda melhorando substancialmente o pace médio.

O plano de treino está chegando próximo ao fim, tendo sido cumprido quase à perfeição, e mesmo o cansaço que deveria tomar conta do corpo a esta altura, verdade seja dita, praticamente não existe.

Mas isso não significa que não haja dias ruins. Desde que acordei hoje, senti minhas articulações duras demais, difíceis. Não era exatamente dor – era como se os músculos estivessem preparados, mas preguiçosos.

Ainda assim saí para 12K em volta do Ibira, pelas ruas que contornam o parque. Tentei relaxar mais, soltar tornozelos e ombros, mas nada. Até a última subida de volta para casa, o corpo insistia em querer dormir.

Fosse há alguns meses, eu estaria assustado e me forçando a sair de novo para testar e retestar as pernas, buscando uma mágica qualquer. Conviver com dias ruins sempre foi algo complicado.

Mas isso mudou desde que comecei o treino para Comrades. Não que tive muitos dias ruins – a bem da verdade, a jornada até aqui tem sido bastante calma.

Mas acho que alguma coisa acontece na mente ao longo de uma preparação tão longa para uma corrida tão longa que aprendemos, talvez forçosamente, a conviver melhor com as vontades e surpresas do corpo. Aprendemos a nos conhecer melhor. A nos entender melhor.

E talvez seja precisamente isso que nos diga que estamos realmente preparados para uma Comrades. Tomara!

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