O primeiro ponto de corte

Já faz algum tempo que eu sigo, em meu Twitter, todo um universo de perfis relacionados a Comrades – de corredores a especialistas, de veículos de comunicação a veteranos.

A ideia é simples: beber doses diárias da sabedoria dos que já completaram o percurso entre Pietermaritzburg e Durban, lendo suas dicas, experiências, casos de sucesso e fracasso.

Mas uma coisa me chamou a atenção nesses últimos dias: meu Twitter está inundado de corredores que se lesionaram e, portanto, estão desistindo da prova. Não é um ou outro: são literalmente dúzias que aparecem com posts meio tristes, frustrados, perguntando se alguém quer ficar com suas inscrições!

Aí caiu a ficha: essa e a última semana (que teve a Two Oceans) foram a quinzena de pico para a quase totalidade dos corredores. E pico de volume de treino tende também a representar um pico de lesões – claro.

Comrades, portanto, já começou – e o seu primeiro ponto de corte foi agora, semanas antes da largada: a resistência à fase mais dura do treinamento.

Não quero menosprezar o que vem pela frente não – mas estou bem contente de ter passado intacto por ele!

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3 comentários sobre “O primeiro ponto de corte

  1. Ricardo,

    De fato, o primeiro ponto de corte são as lesões pré-prova. Ano passado, no começo do mês de abril, tive um lesão que me impedia até de caminhar. Com paciência e perseverança, consegui reverter o quadro e aos poucos a confiança foi retornando. Adaptei uma planilha de treinos sem os percursos longos, rodava 24 Km – dia sim, dia não – (caminhando e correndo) e com a benção do criador, consegui concluir a prova. Sei muito bem a sensação desses amigos que estão lesionados. Agora, o que me surpreende é a quantidade!!! Que pena, pois esta seria a maior delegação de Brasileiros na Comrades. É uma pena, gosto de ver a festa pegando fogo!!! Ultra abraços e bons treinos!!!

    Dionísio Silvestre
    http://correrpurapaixao.blogspot.com.br/

    • Oi Dionísio! a quantidade a que me refiro não é de brasileiros não, é de corredores em geral. A maioria, pelo que dá para deduzir do meu feed no Twitter, é mesmo de sul africanos. Sei que lá tem muita gente que nunca correu nem 10K e que já quer pular para a Comrades – esses com certeza são as primeiras vítimas.

      Mas espero que a nossa delegação vá intacta!!

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