O último grande longão

O sábado que antecede a quinzena de tapering sempre foi importante para mim. Afinal, é o dia do último longão de verdade, mesmo que menor que o da semana de pico.

É o dia de repassar todo o percurso traçado até a largada, de entender os erros cometidos e a vitória de encarar horas e mais horas de treinos ao raiar do sol a despeito de cotidianos que nunca dão trégua.

Hoje foi esse sábado. De outubro, quando decidi fazer Comrades, até aqui, foram cerca de 7 meses de planos, planilhas, mente atenta ao corpo, corpo atento à mente e, sobretudo, de uma espécie de sintonia motivada pela expectativa tão alta que tenho dessa prova e pelo orgulho de participar dela.

Claro: na prática, qualquer um pode se inscrever. Mas desde a primeira vez que li sobre a Comrades a encaro como uma espécie de meta máxima, de sonho que um dia realizaria. Parte por ser uma ultra de 90K, parte por ser na África do Sul, país que amo intensamente, parte por tudo o que a prova representa em todo o mundo e, claro, parte pelo tanto que me esforcei até aqui.

Não quero comemorar com antecedência – afinal, a prova só acontece no dia primeiro de junho. Mas o mais intenso, os meses de treinamento duro, já se foi.

Agora é dosar o ritmo e diminuir o volume, buscando chegar com as pernas mais leves na tão esperada largada.

O longão dessa semana foi de 31K. Na semana que vem devo fazer 21.

E na outra, claro, 89K.

Estamos chegando.

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