Enganado pelas pálpebras

Como de costume, às quintas, acordei com tudo escuro. Houve um bônus desta vez: o despertador nem precisou soar.

Esfreguei os olhos, que indecidiam entre o descansado e o sonolento, mas acabei me levantando. Fui ao banheiro, escovei os dentes, passei uma água no rosto.

Vesti o bretele e a camisa. 

Saí do quarto com cuidado para não acordar minha mulher e minha filha mais nova que, com quatro meses, ainda dorme no quarto conosco.

Peguei chaves e carteira: a bike já estava devidamente armazenada no porta-malas desde a noite anterior.

Entrei no carro, fechei a porta, conectei o celular ao cabo USB e liguei o Waze para me guiar até a USP. Previsão de chegada: 0:56.

0:56??? MEIA NOITE E CINQUENTA E SEIS??

Incrédulo, conferi o relógio, que me confirmava: eu estava nada menos que quatro horas adiantado!

E se eu começasse mais cedo, considerando que, afinal, eu já estava mesmo pronto? Impossível: a USP só abre às 5 da manhã!

E, assim, subi de volta para casa. Guardei celular, chaves, carteira. Troquei de roupa.

Deslizei para dentro dos lençóis. Dormi de volta.

Às 4:15, o despertador tocou.


(Confesso que o treino decididamente não foi dos melhores.)

2 comentários em “Enganado pelas pálpebras

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