Esforço vão

Peguei esse gráfico do Facebook de um dos maiores estudiosos de esporte e nutrição que conheço, o Danilo Balu. Ele mostra, acima de qualquer dúvida, um comportamento esquisitíssimo dos corredores: a busca por tempos inutilmente redondos.

A prova em questão é a Western States, uma das mais cobiçadas ultras de 100 milhas do mundo. Perceba o raciocínio: há um pico de esforço imenso de corredores que buscam fechar a prova em até 24 horas. Por que? Porque 24 horas parece um número legal, interessante, mais vitorioso ou coisa do gênero.

Não que eu esteja criticando esse comportamento: seria pura hipocrisia minha uma vez que, provavelmente como quase todos os corredores, eu também busco tempos mais desafiadores mesmo considerando que o esforço extra não mudará absolutamente nada para mim.

Por que suar tanto a mais e gerar tanto ácido lático desnecessário, então? Bom… por que não, já que o próprio propósito de um esporte de endurance é desafiar os limites da mente e do corpo?

(Em tempo: depois das 24 horas, o próximo pico de chegadas é até as 30 horas. Aqui, no entanto, há uma explicação mais lógica: 30 horas é o tempo limite da Western States.)

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