Sobre comer antes de correr

Rumo às Trilhas

Bem antes de ser “oficialmente” low-carb, eu raramente comia antes de correr. Apenas em longões de mais de três horas eu abria uma exceção – e mesmo assim para uma torrada pálida, apenas para enganar o estômago.

Não tinha muita teoria em cima disso mas o fato é que eu sempre me sentia melhor quando ganhava as ruas de estômago vazio.

Depois de algum tempo, acabei entendendo que meu corpo havia se habituado a queimar gordura mesmo bem antes de eu “ajudá-lo”, por assim dizer. Ainda assim, sempre fico curioso por entender a ciência por trás desse mecanismo que transform o jejum em aliado (ao invés de vilão).

Na semana passada eu me deparei com um gráfico BEM interessante, publicado no MySportScience, que ilustra o efeito da ingestão de alimentos. A explicação é simples: comer antes de treinar gera um pico de glicose e, consequentemente, de insulina. A glicose…

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Meus primeiros 100K já tem data marcada: 7 de novembro

Rumo às Trilhas

Ainda levará algum tempo, o que garante tempo para treino.

Ainda há Comrades pela frente e, depois, alguns meses de preparo.

A largada será à noite e na praia, em pleno período de verão catarinense.

Haverá estradas de terra, areiões, costões de pedra e trilhas.

Haverá um amanhecer no alto das montanhas fazendo o mar ficar dourado sob pés que, provavelmente, já estarão começando a ficar cansados.

Haverá aventura, adrenalina e uma estreia que mescla percurso técnico à ansiedade de inaugurar uma nova distância.

E já há muita ansiedade pulsando pelas veias.

Dia 7 de novembro largarei na Indomit 100K Costa Esmeralda.

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Serei eu um Indomit?

Rumo às Trilhas

Na busca por uma prova de 100K ainda este ano, acabei me deparando com um problemão: a inexistência de uma variedade opções pelas quais eu pudesse “navegar”, fincando a minha meta pós-Comrades.

Cheguei a encontrar uma, a Morretes-Guaraqueçaba, mas desisti depois de ler que eu precisaria levar carro e time de apoio. Muito complicado, principalmente para quem é minimalista por natureza.

Vi a Torres del Paine – linda, mas complicada por ser distante demais.

Comecei a fuçar outras provas pela América Latina: nada. Ao menos nada que me apetecesse.

Até que dois corredores me indicaram uma opção óbvia, mas que havia passado desapercebida: a Indomit Costa Esmeralda, em novembro!

Pontos positivos: é perto, lá em Santa Catarina, o visual é incrível e tem os tão perseguidos 100K.

Mas há os negativos. Quando fiz a Indomit Bombinhas no ano passado, me assustei um pouco com o grau de tecnicidade do percurso…

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Nada como uma meta para o segundo semestre

Rumo às Trilhas

Tá… estamos em abril, ainda tenho toda uma Comrades pela frente e sei que o segundo semestre, do ponto de vista de planejamento de corrida, está MUITO distante.

Mas isso não significa que não possa pelo menos começar a rascunhar alguns dos planos.

Pois bem… na minha lista de desejos, uma das coisas que está começando a gritar por atenção é fazer alguma corrida de 100km. Sim, sei que 100 é só um número… mas, ainda assim (e talvez por isso mesmo) é também um marco que gostaria muito de alcançar.

Em uma pesquisa rápida feita na Web, achei apenas uma prova aqui no Brasil: a Morretes-Guaraqueçaba, lá no Paraná, que totaliza 105km no comecinho de agosto. Fora do Brasil (mas ainda nas proximidades) há a Ultra Trail Torres del Paine, na Patagônia Chilena – mas temo ser muito fora de mão para mim nessa época.

Esse é…

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Checkpoint: Em plena adaptação à LCHF

Rumo às Trilhas

De toda a semana, eu diria que o mais significativo foi, sem dúvidas, os sintomas de adaptação à “Low Carb, High Fat” (LCHF). De acordo com muitos artigos e relatos que li, há uma fase mais aguda de queda de performance quando o corpo ainda está aprendendo a lidar com o uso de gordura (ao invés de carboidrato) como fonte primária de energia.

Apesar da intensidade de treinos que tive nos últimos meses, nada mais explicaria o resultados dos últimos dias. Hoje, por exemplo, saí para 1h de corrida apenas levemente abaixo dos 6min/km e, já antes da metade, comecei a sentir uma fadiga forte nas pernas. O curioso é que não tive nada nem remotamente semelhante a fome ou àquela sensação de “falta de combustível”. O tanque estava cheio – ele apenas não respondia direito.

Ainda bem que existe a Internet: poucos recursos permitiram uma troca de experiências com…

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Mudando a estratégia: a corrida pela recuperação

Rumo às Trilhas

Enquanto a organização da Ultra Estrada Real vai demandando mais tempo, um outro desafio, inesperado, acabou se abatendo sobre mim. Aparentemente, acabei exagerando na intensidade do treino para as duas ultras que estão por vir, UER e Comrades.

Isso ficou claro depois do sofrível longão do sábado passado, que abriu portas para exaustão física completa, perda de motivação e todo aquele catatau de coisas que acontecem quando se atinge o pico cedo demais. No meu caso, com mais de um mês de antecedência.

Bom… a solução, claro, foi mudar toda a estratégia final para “enganar” o corpo. Essa semana foi uma espécie de tapering sem prova no final: diminui o volume enormemente e ainda caí o pace. Contando amanhã, terei fechado 4 treinos levíssimos, como me preparando para uma prova iminente (que, claro, não virá tão cedo).

Os primeiros treinos, na quarta e na quinta, foram ruins: cansado, me arrastei…

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Ritmo, ritmo, ritmo

Rumo às Trilhas

1h30 de treino antes do sol raiar. Meta: manter um ritmo forte, mesclando pista e trilha do Ibirapuera e buscando ficar na casa dos 5’30” baixos (incluindo aí 30 minutos de tempo).

Essa nova fase do treino, entrando cautelosamente no pico tendo a UER e a Comrades como meta, está totalmente concentrada em um equilíbrio perfeito de velocidade com volume. Nessa semana, por exemplo, terei mais um treino como o de hoje, um de 1 hora com intervalados e, no sábado, 5 horas de rodagem em um ritmo mais calmo, porém igualmente planejado e equilibrado.

Não vou mentir: dói. Nessa mesma fase do ano passado, me peguei abrindo mão de velocidade e privilegiando a distância. Não é isso que está sendo feito no planejamento atual – e será interessante constatar as variações nos resultados.

Mas voltando ao ponto: o dia de hoje foi concluído com 17km, levando a um pace de…

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Checkpoint: Semana das meias

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Não dá para dizer que foi uma semana fácil. Dos 5 treinos, 4 foram meias quebradas e 2 sequências cada. Para deixar a brincadeira mais intensa, as duas primeiras foram percorridas no calor da capital baiana e as duas últimas com pesos extras na mochila de hidratação, já em Sampa.

Mas isso não é uma reclamação: é o oposto. Dá para perceber que o ritmo está, aos poucos, realmente começando a mudar, invertendo a tendência de desaceleração que vinha se impondo às minhas performances de maneira geral.

Na comparação com a Comrades do ano passado, tenho adicionado altimetria, dificuldades e mantido um pace médio apenas levemente mais lento.

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O ponto positivo é que a diferença mínima de pace vem acompanhada de um volume de treino maior, o que significa uma resistência mais compatível com as ultras.

Ainda há, no entanto, um longo caminho a ser percorrido até chegar no ponto…

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Formulário de inscrição na Ultra Estrada Real

Rumo às Trilhas

Para facilitar a organização da Ultra Estrada Real, no dia 4 de abril de 2015, criei um formulário no Google Docs. A ideia é simples: com todos os dados de quem quiser participar em mãos, posso já me mexer para organizar alguns pontos críticos dessa “prova independente”.

Afinal, é uma ultra com percurso incrível, mas sem nenhum tipo de chancela oficial que não a vontade de corredores de desbravar o país. Todos estão mais do que convidados a participar – quem sabe assim não acabamos criando uma prova oficial no futuro?

Bom… o formulário segue abaixo. Se preferir, no entanto, pode acessar o link http://bit.ly/1xsanOa

Boas trilhas para nós!!!

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Hora de voltar para as trilhas

Rumo às Trilhas

No último mês, saí das trilhas e me foquei no asfalto. A meta: me qualificar para Comrades, onde devo voltar em 2015 em busca da back-to-back medal.

Não vou dizer que fiquei satisfeito: fiz uma maratona de SP difícil, sob um calor escorchante e que me quebrou miseravelmente, levando meu tempo para sofríveis 4h15.

Mas me qualifiquei, mesmo que em uma baia diferente da que pretendia. Hora de virar a página.

E a Maratona de São Paulo, aliás, é perfeita para isso. Sem atrativos no percurso, boa parte do tempo na Marginal, em túneis ou sobre pontes, ela marca bastante as diferenças entre trilhas e asfalto.

E dá saudade das trilhas.

Agora, no entanto, é hora de retornar a elas. Ainda não sei qual a minha próxima prova, mas estou inclinado a me inscrever em uma ultra de 50K lá em São Bento do Sapucaí no final de…

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